Todos os artigos de TiMaria

AS VELHAS SABEM TUDO

Num tribunal de cidade pequena, o advogado de acusação chamou a sua primeira testemunha, uma avó de idade avançada. Aproximou-se da testemunha e perguntou:

– D. Ermelinda, a senhora conhece-me?

– Claro. Conheço-te desde pequenino e francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente a todo o mundo, enganas a tua mulher com a secretária, ainda fizeste um filho na tua cunhada, e deste-lhe dinheiro para se livrar da barriga, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade, quando não tens sequer inteligência suficiente para ser varredor. É claro que te conheço. Se conheço…

O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco, apontou para o outro extremo da sala e perguntou:

– D. Ermelinda, conhece o defensor oficioso?

– Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É frouxo, não tem tomates para manter a mulher na linha, ela anda a fornicar com os empregados da casa, o motorista, o jardineiro e até o carteiro dorme com ela. Todo o mundo sabe. Tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado, bem… é um dos piores profissionais que conheço. Não me esqueço também de referir que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua própria mulher. Sim, também o conheço. E muito bem.

O defensor ficou em estado de choque.

Então, o Juiz pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito baixa diz-lhes:

– Se algum dos dois perguntar à puta da velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos!

ROLHA PEDAGÓGICA

( recebi no mail este texto que circula já algum tempo na internet. Este texto é dedicado aquelas pessoas que não têm qualquer tipo de vocação! E que nunca acharam a sua rolha.)

Um Supervisor visitou uma escola fundamental. Em seu trajeto observou algo que lhe chamou a atenção:
Uma professora estava entrincheirada atrás de seu  escritório, os alunos faziam a maior bagunça; o quadro era caótico.
Decidiu, então, se apresentar:
– Com licença, sou o Supervisor… Algum problema? – 
– Estou completamente perdida senhor, não sei o quê fazer com estas crianças… Não tenho lâminas de apresentações, não tenho livros, o ministério não envia sequer o mínimo material didático, não tenho recursos eletrônicos, não tenho nada novo para lhes mostrar, nem o quê lhes dizer! –
O Supervisor,  que era um docente de alma, viu uma rolha sobre o escritório, a tomou, e com serenidade oriental falou com as crianças:

– Alguém sabe o que é isto? –
– Uma rolha! – gritaram os alunos surpresos.
– Muito bem. E de onde vem a rolha? –
– Da garrafa. Uma máquina a coloca. De uma árvore. Da cortiça. Da madeira. – respondiam as crianças animadas.
– E o que dá para fazer com madeira? – continuava entusiasta o docente.
– Cadeiras. Uma mesa. Um barco! – 
– Muito bem, Então teremos um barco. Quem se anima a desenhá-lo? Quem faz um mapa na lousa e indica o porto mais próximo para o nosso barquinho? Escrevam a qual Estado brasileiro corresponde. E qual é o outro porto mais próximo que não é brasileiro? A qual país corresponde? Alguém lembra que personagens famosos nasceram ali? Alguém lembra o que produz esse país? Por acaso, alguém conhece alguma canção desse lugar? –
E assim, começou uma aula variadíssima de desenho, geografia, historia, economia, música, etc.
A professora ficou muito impressionada. Quando a aula terminou, comovida, disse ao Supervisor:

– Senhor, nunca esquecerei a valiosa lição que hoje me ensinou. Muitíssimo obrigada!!! –

O tempo passou. O Supervisor voltou à escola e procurou pela professora. A encontrou novamente encolhida atrás de seu escritório, os alunos, outra vez, em  desordem total.

– Mas, professora, o que houve? Lembra de mim? –                                  
– Mas é claro, como poderia esquecê-lo? Que sorte que o senhor voltou! Não encontro a rolha. Onde a deixou?  –